25 de set. de 2009

[O] Mind Break (Worship)

Postado por kz

There are no thoughts anymore. Some kind of game is going on, I can feel it in the air. I won't try to understand it, all I can tell about it is the smell. I think it smells like rain.
No, there are no thoughts anymore. There's only a small breeze in my face.
"What?"
"Hmm, nothing."
"Hey, I'd pay you a candy if you tell me what you're thinking about."
"I'm not thinking! I'm done with that. Although you can lay over me and listen me breathe."
"Perfect!"
"Yeah, I agree."
...

Believe in the ideal, not the idol.

21 de set. de 2009

Em branco

Postado por Caos

Já que nada funciona mesmo, apresento-me de luto.
E para ser mais convincente, em branco.

22 de jul. de 2009

[J] A Última Carta

Postado por kz

No começo, era engraçado. Quando começou a acontecer, era mais pra mim como um jogo; era divertido. Sentia-me privilegiado, especial. Sabe, é engraçado como as pessoas tendem a dar tanta importância a coisas irrelevantes; e da mesma forma, não consideram o que realmente importa. Sentia um certo orgulho em ter conseguido perceber essas coisas.

Mas com o tempo, a coisa foi mudando de figura. Começou a ficar pesado, muito pesado. O jogo perdeu a graça, a diversão havia acabado. Conhece aquele ditado que diz que “a ignorância é uma bênção”? Pois é, acredite nele, meu amigo. Desculpe o atrevimento em chamar-lhe de amigo. Acontece que não tenho mais amigos, afastei-me de todos eles. Não conseguia mais suportá-los. Mas amigos fazem falta, muita falta. Então considerarei qualquer um que encontre esta carta e disponha-se a lê-la como um amigo. Com certeza, perder uns minutos ouvindo o que eu tenho a dizer é a coisa mais sincera que alguém fez por mim em muito tempo. Desculpe-me interromper o pensamento. Voltarei a ele agora. Como eu dizia, evite saber demais, meu amigo. Quanto mais se descobre, irremediavelmente mais insuportável torna-se a vida. Com o tempo, percebi que não era privilegiado; eu, na verdade, era amaldiçoado. Eu, que durante toda minha vida quis saber demais, não pude suportar quando meu desejo foi realizado. Talvez por fraqueza, talvez a situação seja insuportável pra qualquer um. Jamais saberei. E não tenho interesse em saber. Não quero mais saber de nada. Como já disse, meu erro foi saber demais.

Não suporto mais julgar as pessoas (sabe, meu amigo, quando se é como eu, isso é inevitável), não suporto mais ser julgado pelos que sabem o que sou (por isso afastei-me de todos) - não podia mais suportar os olhares: o de desconfiança, o de desprezo, o de medo... Para resumir, a vida tornou-se insuportável. Como o destino não se encarregou de acabar com ela, eu o farei. Eu realmente tentei, sabe? Mas finalmente, eu desisti. Obrigado por ter perdido seu tempo lendo esta carta. Como agradecimento, revelarei o que sou. Pela primeira vez sem medo - já não estarei mais aqui para ter que suportar o seu olhar de desconfiança, de medo, de desprezo...

Eu leio mentes.

No começo, era engraçado...





*jammed: João Rafael Romero Reato - O suicídio do leitor de mentes

(disponível em http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=13938304&tid=5317768656544608601&start=1)

29 de mai. de 2009

[J] Battle for the Sun

Postado por kz

Looks like the devil's here to stay.

If it's just a game, then give me the dice.
Well, if it's just a game
The strings are gonna fade
Nothing to manipulate, time to play.
And I ain't gonna lose.

They're pickin' up pieces of me,
While they're pickin' up pieces of you.
Lying on ice you will be before the day is over.
Won't let them get their way
Won't let them have their way
So beautiful and so blasé
Then I won't let them have their way
Won't fall back into the decay
Won't give in to yesterday.

Come with your best shot, but
It won't be enough.
I take time to get mad, and
You don't know what you're coming across
I take time to get mad, and
I don't think that you're aware of the cost.
Now I'll cut your wings off, I'll take you down
Down with me, if I need to
For what it's worth, I'll tear the sun in three.
You'll come undone.

Stupid me, to believe that I could trust in stupid you.
God, God, every word from you is a lie
Now, now I can't look you in the eye.
You, you are getting in the way.
You, you are a cheap and nasty fake, fake.
And I, I am the bones you'll never break.

If it's just a game, then give me the dice.
And bring a new move, I don't fall twice.

To the ground.
You won't leave while I live
You won't live unless I leave
Now watch the bedsheets turn blood red.

The payback is here.
You can run but you can't hide
Because no one here gets out alive
Breathe me and say goodbye.
And it won't be long 'til I collide.

Stop breathing...
Stop breathing...
Stop breathing...
I'm comin' up for air.

Ladies and gentlemen, the game's on.
And I won't stop until I'm done.
'Cause a heart that hurts,
Is a heart that works.
A heart that hurts,
Is a heart that works, oh yeah.

I need a change of skin
I need a change
So we can build a new tomorrow, today.

'What's going on?'
That's the never-ending why.
No matter what
I'll fight for what it's worth.

I will battle for the sun.




*jammed:
Placebo - Kitty Litter
Placebo - Ashtray Heart
Placebo - Battle for the Sun
Placebo - For What It's Worth
Placebo - Devil in the Details
Placebo - Bright Lights
Placebo - Speak in Tongues
Placebo - The Never-Ending Why
Placebo - Julien
Placebo - Happy You're Gone
Placebo - Breathe Underwater
Placebo - Come Undone
Placebo - Kings of Medicine

19 de mai. de 2009

[J] Onírico

Postado por kz

'Acorda!'
Não consigo perceber nada além de uma mistura de sentidos entorpecidos. Apenas a sensação de queda, mil metros até o chão. Largaram-me lá de cima, apenas o chão me aguarda. Largaram-me pois quis pagar o preço do sonho dos tolos e dos sonhadores: agarrei-me a uma ilusão, a um "querer-ser" que nunca foi. A ilusão também parece ter-se perdido ao longo da queda. O sol cada vez mais longe de mim, agora parece gélido. Os sentidos cada vez mais dormentes; corto o vento e pareço ser parte dele, deslizando, flutuando.
O coração? Não sei. Não sei o que há com ele, não sei dizer se ainda sinto. Há muito que ele é de outro, já não me pertence mais. Só temos uma coisa em comum: estamos ambos exaustos.
A mente? Conforme caía, descobri ainda ser capaz de acreditar. Acreditar num poder maior, acreditar nos outros, areditar numa saída - enfim, não importa.
Largaram-me e apenas o chão me aguarda. Meu chão é aquele que agora possui meu coração. Onde está? Ninguém. A solidão parece me cair bem agora...
Enquanto caía, a terra se partiu. A queda tornou-se ainda maior. Do meu lado, todas as memórias passeiam... e nada parece ter mudado. O tempo passou e não percebi? Por um momento, a saudade... e fiz planos. De ir para longe, aquele lugar que só nós dois conhecemos, para onde íamos quando todo o resto parecia acabar; voltar a ser feliz. Pra onde foram as coisas simples da vida?
Daí em diante não sei mais dizer. Não sei se foi real, não sei foi sonho. Se foi real, o que fazer agora que meu desejo se realizou? Pra onde ir? Valeu a pena voar?
"Amei-te do lado errado do coração
Mas és tu o meu chão.
(Eu vi você voltar pra mim...)"

'Acorda!'
O gato, preguiçoso, deitado no sofá, estica as patas, olhando pra mim, sem entender.




jammed:
Toranja - Lados Errados
Legião Urbana - Maurício
Keane - Somewhere Only We Know

29 de abr. de 2009

[O] lab notes #26

Postado por kz

(...) and that could lead to unexplainable situations. The test results are negative. Negative, negative, and then... negative. It seems to be no reaction. However, something is about to change, and it's hard to define precisely what it is.

September, 19th
. New tests still can't identify the inner changes in the species. Through observation, it seems to get more reactive. It now interacts with other individuals, but it's far away from normal/expected results. The treatment won't be suspended. Anyway, cautious measures should be taken if side effects are manifested.

September, 23rd. Observations indicate the fragmentation level is near zero. But it brought a violent response to new kinds of treatment. Test levels indicate (...)

(...) is no longer viable. We must stop the treatment now.

October, 11st. The test subject is completely out of control (...) dead and 27 injured. We wait for a response. Evacuation is necessary in the next three or four days. We are out of supply. They already control (...) and security systems are shut down. We just lost (...) out of here (...) May God forgive us. (...) ended up in failure.

22 de abr. de 2009

[R2] Ciclo-21

Postado por kz

Pois terei de comentar. Em algo que mal merece título, dada a data. Cacofonias à parte, não pelo feriado, mas por um ciclo a mais... não importa do que se trata. Por esforço, o inferno foi evitado. Vazio, vazio e mais vazio. Talvez não me lembre deste texto. Não importa. Talvez não me lembre do dia. Impossível. Mas, quem sabe, não me lembre da vida. Gostaria de acreditar em tal bênção. Enfim, mais um ciclo se completou, e mesmo não sendo meu, afeta-me de uma maneira que sempre procurei evitar. Apenas uma linha de raciocínio toma conta de mim: quem dera ser burro a ponto de não ter percebido o óbvio. Quem dera ser otimista a ponto de fingir indiferença. Quem dera ser insensível a ponto de ignorar(-te). Pois fingirei então. O ciclo de nada me afeta. O futuro de nada me afeta. Nada me afeta. Outro fim de noite, que me leva a um fingimento e não a uma perspectiva... quem sabe o cenário mude... quem sabe as cartas mudem. Por ora, estou consumido. Pela insistência de manter-me consciente, pela força de manter algum tipo de resistência, pela esperança estúpida que já dura a eternidade. Pela certeza incerta de que em breve todos teremos o que precisamos. A um murmúrio que brinda ao novo ciclo (será?). E um pedido: que ele pare de me destruir. O limite de ser insuportável a quem mais o quer já passou há muito. Que aconteça o que é justo. Que o ciclo siga seu caminho, como sempre, inevitável. Por opção, mais ou menos cruel. Contudo, sempre inevitável. Até que o limite seja rompido.
Que todos saibam do que precisam. Que seja essa a premissa de um novo ciclo. Até lá, que a boa vontade faça dele algo suportável. E tenho dito. Estou cansado demais. E já passou da hora de parar por hoje.
O novo dia haverá de dizer o que ainda vale e o que já se foi... (embora já conheça o final desse filme...)
Morte e vida. Um ciclo que nós contamos em ciclos menores de 365 dias, às vezes 366. Um ciclo que há de se completar. Para todos. Uma hora o jogo acaba. E, quando acabar, que fique a certeza de que foi o jogo mais divertido que poderia ser.

18 de abr. de 2009

[R1] Ciclos II - Interlúdio

Postado por Caos

Ando levando uma vida relevantemente "arrotinada". Meus compromissos pela manhã, meu almoço (ou falta dele), meus compromissos pela tarde, lavar a louça (mesmo que não tenha participado do almoço, mas meu estômago não se incomoda mais com o fato de não ser tão bem tratado como deveria), algumas vezes descansar um pouco e ir às minhas corridas/caminhadas diárias. Essas são meu ponto de equilíbrio num ciclo que não existem arestas. Volto para casa, uma ou duas horas depois, entro em um morno e merecido banho e aí entro em um ponto crítico de minha rotina. A noite. Nunca sei o que fazer dela. Normalmente ela é a espera do próximo dia, dos compromissos diários e da corrida vespertina. Às vezes saio, às vezes leio, às vezes saio para outros lugares que não os primeiros, às vezes converso, às vezes durmo e algumas outras tantas vezes entro num estado de não-sei. Esse último é o pior. Simplesmente não sei. Aflitivo. Desesperador. Angustiante. Cíclico.

Mas nem sempre o ciclo segue seu ritmo normal, ele não é um ciclo muito católico. É um ciclo aleatório, está macumunado com o sarcasmo inerente ao mundo, sarcástico por sua própria natureza (ou pela natureza dos Homens). Então algumas vezes saio de casa já com a angústia me corroendo o peito por dentro, o coração batendo tão forte, mas tão forte, que parece acelerar a deterioração do meu peito iniciada pela angústia, e e nesses dias não há nada que resolva, então saio correr, sentir a brisa suave batendo no meu rosto e me fazendo sentir, por mais leve que seja, viva. Ou então o cheiro do verde dos caminhos por onde passo, cheiro esse que não deixa nenhuma dúvida de que ainda existe espaço para os cheiros de vida. Mais ainda, a cor do céu, que se muda lentamente do azul claro salpicado de distantes nuvens brancas para o alaranjado despedir do sol, onde essas mesmas nuvens distantes se vão tingindo de sangue e de metálico cinza da partida, final, impiedosa, do dia. Então o azul vai dando lugar a otras cores, outros cheiros, outros sabores e outros desejos. Antes mesmo de voltar para a minha rotina, o céu já não é mais o mesmo: já está escuro e salpicado de esparsas luzes frias. E aí me vem a sensação de que, por mais que esteja sozinha, não sou a única. O vento, o cheiro de verde e as estrelas também o estão. Acabo minha jornada, de uma ou duas horas, e volto para minha casa, meu banho, eventualmente meu jornal das 8 e a espera do novo dia e dos velhos afazeres.

Ciclos, ciclos e mais ciclos. Não importa como são, são sempre ciclos e não podemos fugir deles, por mais que encontremos, ao menos por alguns segundos, uma idéia de harmonia. Não podemos fugir deles. Os ciclos fazem parte de um jogo, um jogo que, de uma maneira ou outra, fomos obrigados a fazer parte, um big brother sem contrato, um jogo onde não há vencedores, somente os jogadores incautos. A única regra é não ter regra (o criador do jogo não se deu a essa delicadeza). Não há perdedores, não porque todos somos vencedores, mas justamente por não haver vencedores. Alguns saem antes, outros depois, mas invariavelmente, todos sairemos do jogo. E por ser um jogo, não há sentido. Talvez algum temporário, fugaz, mas o que é temporário e fugaz não é permanente, muito menos pertinente. Então, não existe sentido. Mas quando sinto a brisa quase fria do outono, o suave calor do sol ao se por e as primeiras estrelas saindo no céu ainda do entardecer, tenho certeza de que é um jogo e de que não existe sentido.
E isso me conforta.
E volto à minha rotina.
Mais um, entre tantos ciclos, entre todos os ciclos.

12 de abr. de 2009

[J] Who cares?

Postado por kz

"I don't care."
"I don't care."
"I also don't care."
"You must see, actually, no one cares. They look like they do, but you already know they don't, and they never will."
"Then, what to do?"
"Stop caring."
And then, everyone stopped caring.
And then, from that day on, the world fell apart.

O mundo sempre esteve separado, "pessoas" nunca foi um coletivo. Por mais que desejemos, simplesmente não nos importamos... mas não é nossa culpa.
Apesar de ela sempre cair bem, ninguém tem culpa.
"Then, what to do?"

(Nemesis e Caos)

[O] Cíclica

Postado por kz

Acho que nada melhor para estrear este espaço do que falar sobre mudanças. Afinal, somos tão mutáveis... cada hora de um jeito. Mas sempre com os mesmos padrões. Um ciclo. Então, falarei sobre eles.
Estou farto dos ciclos. Já reparou como tudo nesse mundo é cíclico?
Não que sejam ciclos perfeitos, mas se você parar pra pensar, tudo volta a ser exatamente aquilo que era depois de algum tempo.
Desde as estações, fases da lua, rotações da Terra, até alterações de humor, relacionamentos, padrões caóticos, absolutamente tudo.
Nada foge do cíclico. Ou talvez, seja um simples problema de falta de opções. Afinal, só se pode ser algo ou não ser algo, ter ou não ter; na essência, não há meios-termos.
O que me leva ao motivo de estar farto dos ciclos. Preza-se tanto o equilíbrio, a harmonia, o fato de se encontrar exatamente o meio-termo das coisas. E, mantendo a balança reta, tudo torna-se mais fácil.
Como podemos sequer encontrar um meio-termo se só temos a opção de escolher entre dois extremos? Seria um conjunto de extremos capaz de criar um equilíbrio qualquer? Seria, novamente falando em um nível essencial, qualquer tipo de harmonia inatingível? Estamos fadados a um eterno caos, que às vezes, por sorte, ordena-se apenas para sofrer uma posterior auto-destruição?
E novamente, caímos num ciclo. Conflito, harmonia, conflito, harmonia, conflito... E mesmo esse pensamento aqui escrito, novamente, cíclico. Metacíclico, eu diria. Um ciclo sobre o ciclo.
Enfim, estou farto. Preciso começar a descobrir como as coisas funcionam...
E, novamente, após a reflexão, o tédio aproxima-se novamente.