Pois terei de comentar. Em algo que mal merece título, dada a data. Cacofonias à parte, não pelo feriado, mas por um ciclo a mais... não importa do que se trata. Por esforço, o inferno foi evitado. Vazio, vazio e mais vazio. Talvez não me lembre deste texto. Não importa. Talvez não me lembre do dia. Impossível. Mas, quem sabe, não me lembre da vida. Gostaria de acreditar em tal bênção. Enfim, mais um ciclo se completou, e mesmo não sendo meu, afeta-me de uma maneira que sempre procurei evitar. Apenas uma linha de raciocínio toma conta de mim: quem dera ser burro a ponto de não ter percebido o óbvio. Quem dera ser otimista a ponto de fingir indiferença. Quem dera ser insensível a ponto de ignorar(-te). Pois fingirei então. O ciclo de nada me afeta. O futuro de nada me afeta. Nada me afeta. Outro fim de noite, que me leva a um fingimento e não a uma perspectiva... quem sabe o cenário mude... quem sabe as cartas mudem. Por ora, estou consumido. Pela insistência de manter-me consciente, pela força de manter algum tipo de resistência, pela esperança estúpida que já dura a eternidade. Pela certeza incerta de que em breve todos teremos o que precisamos. A um murmúrio que brinda ao novo ciclo (será?). E um pedido: que ele pare de me destruir. O limite de ser insuportável a quem mais o quer já passou há muito. Que aconteça o que é justo. Que o ciclo siga seu caminho, como sempre, inevitável. Por opção, mais ou menos cruel. Contudo, sempre inevitável. Até que o limite seja rompido.
Que todos saibam do que precisam. Que seja essa a premissa de um novo ciclo. Até lá, que a boa vontade faça dele algo suportável. E tenho dito. Estou cansado demais. E já passou da hora de parar por hoje.
O novo dia haverá de dizer o que ainda vale e o que já se foi... (embora já conheça o final desse filme...)
Morte e vida. Um ciclo que nós contamos em ciclos menores de 365 dias, às vezes 366. Um ciclo que há de se completar. Para todos. Uma hora o jogo acaba. E, quando acabar, que fique a certeza de que foi o jogo mais divertido que poderia ser.
Culpados
Há 16 anos
1 comentários:
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
(respondendo ao Jamming e ao Twisted-fury)
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